Crime organizado mantém foco em fraude de boletos de pagamento
Instrumento tem feito vítimas e causado prejuízos materiais e imateriais para companhias; abordagem exige inovação
Janeiro de 2017 – Enquanto
o mercado se prepara para a adoção, em 2017, das novas regras do Banco
Central para modernizar o sistema de liquidação e compensação de boletos
de pagamento, o instrumento tem sido alvo de fraudes e segue como
motivo de preocupação entre o empresariado.
Segundo
Fernando Carbone, diretor sênior da Kroll no Brasil e especialista em
segurança da informação, tem crescido recentemente o número de
companhias que procuram a consultoria como vítimas do golpe e acusando
sérios prejuízos financeiros.
“São
muitos os contatos e consultas por executivos preocupados não apenas em
identificar eventuais falhas de controle que possibilitaram o desvio,
mas também o destino dos recursos, numa tentativa de reavê-los”,
comenta.
O
trabalho de investigação é complexo, pode levar tempo e, por isso,
exige abordagens inovadoras para que os objetivos sejam atingidos.
Por
fazer parte da rotina financeira dos brasileiros e movimentar cifras
vultosas – de acordo com a Febraban, anualmente são pagos mais de 3,5
bilhões de boletos de produtos e serviços –, o instrumento é alvo do
interesse de quadrilhas com métodos extremamente sofisticados.
Para
conseguir acesso a informações privilegiadas, nem sempre os fraudadores
recorrem a ciberataques. “Em muitos casos, o vazamento de dados conta
com cooperação interna na empresa, ainda mais se não existe um ambiente
de compliance estabelecido”, diz Carbone.
Nesse
contexto, as vítimas têm demandado novas abordagens e perspectivas para
a solução do problema. “Na tentativa de oferecer uma resposta assertiva
à necessidade de recuperar perdas, criamos uma metodologia forte de
investigação e com foco na origem da fraude, que, em última instância,
também retroalimenta os mecanismos de gestão de risco”, explica Carbone.
O
especialista acredita que as mudanças previstas para maior segurança e
confiabilidade de boletos de pagamento devem coibir o crime organizado.
“Até que elas estejam totalmente em prática, no entanto, é recomendada
atenção permanente; do contrário, há de fato chances reais de prejuízos
ao patrimônio e imagem das corporações”.
Sobre a KrollA Kroll é líder mundial em gestão de riscos e investigações corporativas. Há mais de 40 anos, ajuda seus clientes a tomarem decisões sobre negócios, pessoas e ativos, por meio de uma ampla gama de serviços para prevenir e mitigar riscos.
Fonte: Fundamento RP
Daniel Fernandes
Junia Sanches
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